O advogado popular e doutorando em Geografia pela UFMS, Lucas Bocato, escreveu um artigo sobre a votação do Plano Diretor de Três Lagoas (MS). Ele afirma que o resultado da votação, de 11 votos a 4 pela aprovação do projeto, já era esperado por quem conhece os bastidores do município.
Bocato explica que sua motivação para participar do debate vem de seu juramento profissional. Ao se formar em Geografia e Direito pela universidade pública e ao jurar perante a OAB, ele assumiu o compromisso de dar retorno técnico à sociedade e defender a ordem jurídica.
O autor agradece aos cidadãos, líderes comunitários, estudantes e trabalhadores que lotaram a Câmara Municipal. Para ele, a presença da população foi um ato de dignidade que nenhuma maioria parlamentar pode apagar. Ele também reconhece o voto contrário dos vereadores Maria Diogo, Marco Silva, Davis Martinelli e Pedrinho Jr.
Bocato critica a postura da Prefeitura e de seus aliados. Ele afirma que o governo municipal ignorou notas técnicas e pareceres acadêmicos para atender interesses do mercado imobiliário. Segundo o autor, o plenário expôs uma desigualdade: a maioria das pessoas presentes era de baixa renda, enquanto os primeiros colocados na primeira fila concentravam grande riqueza e terras.
O advogado classifica a aprovação como um ato de “democracia de conveniência”. Ele diz que alguns vereadores agiram como “garotos mimados”, incapazes de aceitar críticas. Bocato defende que a vaia é uma ferramenta legítima do povo para manifestar indignação contra o arbítrio.
Por fim, Bocato afirma que o placar de 11 a 4 é uma “força efêmera”, mas a ocupação do plenário pela população reflete uma força permanente. Ele conclui dizendo que a aprovação não encerra a luta pela gestão democrática da cidade.
Acordo entre TSE e partidos busca cooperação eleitoral
No dia 17 de junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu representantes de 26 partidos políticos para a assinatura de um termo de compromisso. O objetivo do acordo é promover a cooperação entre as legendas e a Justiça Eleitoral, em vez de adotar medidas de censura. A iniciativa busca fortalecer o processo democrático e a transparência nas eleições.
