O Araruna Fest volta a movimentar a cena musical de Campo Grande no dia 30 de maio. Com Frejat fechando a noite, a segunda edição do festival reúne nomes históricos do rock brasileiro, músicos da cena de Mato Grosso do Sul e promove encontros inéditos. Segundo a organização, a ideia é aproximar artistas, estilos e públicos diferentes em uma noite de celebração.
Um dos destaques da programação é a participação de Alec Haiat, integrante da formação clássica da Metrô. A banda ajudou a desenhar a estética pop-rock dos anos 80 no Brasil, com visual moderno, teclados marcantes e uma sonoridade futurista. Bastam poucos segundos para músicas como Beat Acelerado, Johnny Love e Tudo Pode Mudar colocarem muita gente de volta em algum momento específico da vida.
No Araruna, Alec sobe ao palco ao lado de Erica Espíndola. Além dos hits do Metrô, o público acompanha também o lançamento de um single inédito. Segundo Alec, a proposta é revisitar a história da banda sem transformar o show apenas em um exercício de nostalgia. “Vai ter mais clássicos do que músicas novas, claro. Mas eu nunca parei de compor. Já são quase 50 músicas inéditas. As pessoas vão ver que não é só uma experiência nostálgica. Existe uma continuação”, afirma o músico.
Para Erica, participar desta edição do festival também representa uma mudança importante para a cena cultural de Campo Grande. “Nem nos meus sonhos mais selvagens eu imaginaria viver um momento como esse. Eu falo de Campo Grande estar entrando nesses movimentos grandiosos da música e abrindo espaço para diferentes estilos”, resume a cantora. Ela afirma que vê o crescimento do festival como reflexo de uma cena local que sempre existiu, mas nem sempre teve visibilidade.
Outra atração confirmada é Clemente Nascimento, das bandas Plebe Rude e Inocentes, com o projeto Violões em Fúria. No repertório, versões de clássicos do rock nacional e internacional. O festival também marca o retorno afetivo de Clemente a Campo Grande. Na primeira edição do Araruna Fest, o músico passou mal antes do show e precisou ser submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência na Santa Casa da Capital. Recuperado, ele volta agora tocando e também como mestre de cerimônias, ao lado da jornalista Maria Cândida.
A abertura da noite fica por conta da School of Rock. Na sequência, sobe ao palco O Bando do Velho Jack, grupo que completa 30 anos como uma das principais referências do blues e do rock de Mato Grosso do Sul. No topo da programação está Frejat. No show “Frejat Ao Vivo”, o cantor revisita músicas que ajudaram a construir uma biografia sentimental do rock brasileiro. Estão lá parcerias com Cazuza, como Exagerado, Bete Balanço e Pro Dia Nascer Feliz, além de canções como Por Você, Amor pra Recomeçar e Segredos.
Alec também vê no Araruna uma oportunidade de aproximar novas gerações de estilos que hoje ocupam menos espaço no mainstream. “Rock, MPB, reggae, blues. Tudo isso acabou ficando menor na mídia. Então, quando aparece um festival assim, dando espaço para outros estilos, eu acho fundamental. Às vezes a nova geração só precisa entrar em contato com esse tipo de música para gostar”, afirma.
A proposta da produção é manter valores acessíveis para um festival que reúne tantas atrações em uma única noite. A ideia é oferecer diferentes formas de viver a experiência. Os ingressos estão em reta final de lote. A Área VIP/Pista tem valores entre R$ 75 e R$ 150. O setor Bistrô, com quatro lugares, varia entre R$ 95 e R$ 190. Os setores A, B e C têm preços entre R$ 160 e R$ 420. Todos os ingressos podem ser parcelados em até 12 vezes.
O evento ocorre no dia 30 de maio de 2026, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, com abertura dos portões às 18h. Os ingressos estão à venda pelo Sympla.
