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Brazil women widen education lead after age 15 in MS

Brazil women widen education lead after age 15 in MS

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação de 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres ampliaram a vantagem na escolarização em Mato Grosso do Sul a partir dos 15 anos. Até essa idade, os meninos apresentam taxas ligeiramente superiores, mas a partir dos 15 anos as mulheres lideram todos os indicadores de permanência e progressão nos estudos.

A maior diferença foi registrada entre jovens de 18 a 24 anos. Nessa faixa, a taxa de escolarização masculina foi de 28,7%, enquanto a feminina chegou a 40,2%, uma vantagem de 11,5 pontos percentuais. O estudo também aponta uma redução na presença masculina nessa faixa etária na última década: em 2016, a taxa era de 33,3% e, em 2025, caiu para 28,7%.

Os dados por cor ou raça mostram desigualdades entre os jovens adultos. Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização de pessoas brancas foi de 42,4%, contra 28,9% de pretos ou pardos. Entre crianças de 0 a 5 anos, o cenário se inverte: a escolarização foi maior entre pretos e pardos (60,5%) do que entre brancos (53,6%).

Em Mato Grosso do Sul, a taxa de escolarização de crianças de 0 a 5 anos caiu de 57,9% em 2024 para 57% em 2025. Com isso, o estado passou da 12ª para a 18ª posição no ranking nacional. Os melhores resultados foram em São Paulo (70,5%), Santa Catarina (67%) e Ceará (61,5%). O menor percentual foi no Amapá, com 30,7%.

Entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, a taxa de escolarização chegou a 99,5%, o maior índice entre os grupos etários. Já o menor índice foi entre pessoas de 25 anos ou mais, com apenas 5,2% frequentando alguma instituição de ensino.

A taxa ajustada de frequência escolar líquida no ensino fundamental, para crianças de 6 a 14 anos, alcançou 96% em 2025, um crescimento de um ponto percentual em relação ao ano anterior. Com isso, o estado atingiu a meta do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), que prevê que pelo menos 95% dos estudantes concluam o ensino fundamental na idade adequada. Apesar do avanço, o estado ficou na 18ª colocação nacional.

Nos demais níveis, houve queda. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa ajustada de frequência no ensino médio foi de 72,2%, recuo de 0,5 ponto percentual. Entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa no ensino superior caiu de 31,1% para 30%.

No ensino médio, a taxa das mulheres de 15 a 17 anos foi de 79,1%, contra 65,3% dos homens. No ensino superior, entre 18 e 24 anos, as mulheres registraram 36,5%, e os homens, 23,7%.

O ensino fundamental concentrou o maior número de estudantes em 2025, com 382 mil alunos. Somados os matriculados na Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), o total chega a 385 mil. Em seguida, aparecem o ensino superior (140 mil), creche e pré-escola (135 mil), ensino médio e EJA (120 mil) e pós-graduação (31 mil).

A rede pública predomina na educação básica: dos 385 mil estudantes do ensino fundamental, 334 mil estavam em instituições públicas. No ensino superior, a rede privada superou a pública, com 92 mil alunos contra 48 mil. Na pós-graduação, eram 20 mil na rede privada e 11 mil na pública.

A participação das universidades públicas no ensino superior cresceu. Em 2016, eram 36 mil estudantes na rede pública; em 2025, o número chegou a 48 mil. No setor privado, houve leve redução, de 93 mil para 92 mil alunos.

Entre os 1,86 milhão de moradores com 15 anos ou mais, o maior grupo é de pessoas que concluíram o ensino médio, a EJA ou curso equivalente, totalizando 719 mil pessoas (38,6% da população adulta). As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade: 20,5% concluíram a graduação e 8,6% alcançaram pós-graduação. Entre os homens, os percentuais são de 17,1% e 4,3%, respectivamente.

As desigualdades raciais persistem no acesso ao ensino superior. Entre brancos com 15 anos ou mais, 24,4% frequentaram ou concluíram a graduação, contra 14,6% de pretos e pardos. Na pós-graduação, 8,8% dos brancos tinham especialização, mestrado ou doutorado, ante 4,8% de pretos e pardos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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