R10 Notícias»Notícias»Brazil Warns: Defensoria Not Part of Debt Deal Talks

Brazil Warns: Defensoria Not Part of Debt Deal Talks

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul emitiu um alerta sobre golpes relacionados ao programa Desenrola Brasil. Três dias após o início das renegociações de dívidas, a instituição informou que não está intermediando acordos com credores que participam do programa do governo federal.

Segundo o órgão, criminosos têm usado o nome de instituições públicas para dar aparência de credibilidade às abordagens e convencer consumidores a realizar pagamentos antecipados ou acessar links suspeitos. O alerta foi divulgado pelo Nuccon (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor e Demais Matérias Cíveis Residuais), após o aumento de relatos de fraudes em diferentes regiões do país.

A coordenadora do núcleo, defensora pública Claudia Bossay Assumpção Fassa, afirmou que os consumidores devem redobrar a atenção, especialmente em relação a propostas vinculadas ao chamado “Desenrola 2” e outros programas de renegociação financeira. Ela esclareceu que as negociações devem ser feitas diretamente entre o consumidor e a instituição credora, sem intermediação da Defensoria Pública. “Nem a Defensoria Pública, nem o Nuccon, assessores ou servidores participam dessas renegociações. Também não enviamos links para pagamento”, reforçou.

A Defensoria informou que os golpes são divulgados por anúncios em redes sociais, aplicativos de mensagens e páginas na internet. As abordagens prometem descontos elevados, diminuição imediata de juros ou devolução de valores pagos em contratos bancários. Em muitos casos, as vítimas fazem depósitos antecipados acreditando no benefício, mas os criminosos desaparecem após o pagamento. Além do prejuízo financeiro, a instituição alerta para os impactos emocionais, principalmente em pessoas em situação de vulnerabilidade.

A orientação do Nuccon é desconfiar de promessas “fáceis demais”, especialmente com cobrança antecipada, envio de links desconhecidos, pedidos de dados bancários ou pessoais por canais não oficiais e garantias de redução imediata da dívida. A Defensoria recomenda que dúvidas sejam esclarecidas pelos canais oficiais das instituições financeiras ou junto ao órgão de defesa do consumidor. Consumidores que suspeitarem de fraude podem procurar a Defensoria Pública para orientações e análise de contratos.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →