Campo Grande investiga um caso suspeito de infecção por hantavirose, conforme nota informativa enviada ao Campo Grande News. Segundo a série histórica, Mato Grosso do Sul confirmou o último caso da doença em 2019.
De acordo com o documento, a hantavirose é uma zoonose transmitida pelo hantavírus. A infecção ocorre, principalmente, pela inalação de partículas contaminadas provenientes de fezes, urina ou saliva de pequenos roedores infectados. Além dessa forma mais comum, outras vias de transmissão, embora raras, também já foram registradas.
Entre elas estão a contaminação por meio de lesões na pele ou mordidas de roedores, o contato do vírus com mucosas, como olhos, boca ou nariz, a partir de mãos contaminadas, e a transmissão entre pessoas. Nesse último caso, os registros são considerados excepcionais e ocorreram apenas em países como Argentina e Chile, associados ao hantavírus do tipo Andes.
O caso em investigação deu entrada como diagnóstico diferencial para leptospirose. O prazo para conclusão da apuração é de até 60 dias. Até o momento, este é o único quadro notificado durante a elaboração da nota informativa.
Em Mato Grosso do Sul, foram confirmados sete casos da doença entre 2015 e 2019. O ano com maior número de registros foi 2017, com quatro confirmações, sendo uma delas com evolução para óbito.
No mesmo período, foram registradas 107 notificações suspeitas de hantavirose, das quais apenas 7% foram confirmadas. Os casos positivos ocorreram em Campo Grande e Corumbá.
A nota explica que, na fase inicial, os sintomas são inespecíficos e podem incluir febre, dores musculares, dor na região lombar, dor abdominal, cansaço intenso e forte dor de cabeça. Náuseas, vômitos e diarreia também podem ocorrer. Esse período pode durar mais de seis dias, chegando a até duas semanas antes de uma melhora temporária.
A tosse seca é apontada como sinal de alerta, indicando possível evolução para formas mais graves, com comprometimento cardiopulmonar. Nesses casos, o quadro pode avançar rapidamente para acúmulo de líquido nos pulmões, queda da pressão arterial e comprometimento da circulação.
Entre as complicações, também estão alterações renais leves ou moderadas, podendo evoluir para insuficiência renal aguda. Devido à rápida progressão e gravidade, essa fase concentra o maior risco de morte.
O tratamento da doença é baseado em suporte clínico, com foco no controle dos sintomas e das complicações. Entre as medidas adotadas estão a realização de hemodiálise, o suporte respiratório com oferta de oxigênio e intervenções para prevenir a evolução para quadros de choque.
