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Brazil Guaicurus Consortium Sale Contract Signed Over Weekend

Brazil Guaicurus Consortium Sale Contract Signed Over Weekend

O contrato de venda do Consórcio Guaicurus para a empresa goiana HP Mobilidade foi fechado no fim de semana, em 18 de julho. O valor da transação, dito até agora nos bastidores, é de R$ 170 milhões.

O anúncio da venda foi feito pela prefeita Adriane Lopes (PP), durante coletiva no Paço Municipal, no início da tarde desta terça-feira (21), minutos após ser informada da negociação. Em nota, o Consórcio Guaicurus afirmou que o contrato de compra e venda de quotas e outras avenças para a aquisição das quatro empresas que operam foi celebrado no último sábado.

Apesar do anúncio da mudança de proprietário, para a nova empresa assumir a operação em Campo Grande é necessária a anuência do Executivo Municipal. “Nós, do Município, vamos solicitar um cronograma das melhorias para avaliar se haverá o aceite. Eu não vou aceitar se não houver mudança, que é o que venho cobrando”, disse Adriane à reportagem.

Enquanto o município analisa o negócio e cobra da compradora uma proposta detalhada de investimentos para Campo Grande, o transporte coletivo permanece sob responsabilidade da equipe interventora. Segundo informações apuradas pela reportagem, uma equipe da empresa goiana desembarcou em Campo Grande nesta segunda-feira para dar andamento à negociação. A prefeita ainda afirmou que a HP solicitou uma reunião para apresentar a proposta de atuação na Capital.

Intervenção

O transporte coletivo de Campo Grande completa hoje 35 dias sob intervenção da prefeitura. A medida começou em 16 de junho e pode durar até 180 dias, período em que gestores nomeados pelo município assumiram o controle operacional, administrativo, financeiro e jurídico do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.

A intervenção foi decretada após meses de apuração sobre o contrato de concessão, firmado em 2012. O processo começou a ganhar força em novembro de 2025, quando uma ação popular levou a discussão à Justiça. Em vez de determinar imediatamente que a prefeitura assumisse o sistema, o Judiciário exigiu a abertura de procedimento administrativo para verificar se havia justificativa para a medida.

Em março deste ano, uma comissão especial começou a analisar documentos financeiros, dados de fiscalização e o cumprimento das obrigações contratuais. O relatório final, concluído em 8 de junho, recomendou a intervenção. Entre os problemas apontados estavam 21.910 autuações aplicadas ao consórcio entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 estavam relacionadas ao descumprimento de horários e 3.444 a viagens que não foram realizadas.

A comissão também identificou uma frota com idade média de 7,6 anos, 98 ônibus com mais de dez anos de uso, veículos parados por falta de peças, falhas nas inspeções e ausência dos seguros exigidos pelo contrato durante quase nove anos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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