Wilson Fadul, carioca e médico militar, tinha grande apreço por Campo Grande. Depois de cumprir um mandato como prefeito da cidade, elegeu-se deputado federal e, em seguida, foi nomeado ministro da Saúde. Durante sua gestão no ministério, atendia sul-mato-grossenses no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro. Alguns saíam do encontro com uma ordem para a Volkswagen entregar uma ambulância. Pelo menos vinte veículos desse tipo chegaram ao Estado.
Com a ordem em mãos, o político seguia para São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde recebia o carro e instruções técnicas. A kombi era um veículo incomum para a época. O motor ficava na traseira, ao contrário dos demais automóveis, e não se podia colocar água no radiador. Outro detalhe chamava atenção: o suporte para o passageiro se segurar, conhecido como “putaquepariu”, ficava no painel, enquanto em outros carros ele ficava nas laterais. Apesar do estranhamento, o veículo fez sucesso.
Quando a kombi-ambulância chegava às cidades, atraía multidões curiosas. O interesse era tanto que moradores da zona rural iam de jeep até a sede do município para pedir que um parente doente fosse transportado no novo veículo. Preferiam a kombi ao próprio jeep, mesmo que a viagem não fosse necessária.
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