Um menino de aproximadamente 2 anos foi resgatado na madrugada desta quinta-feira (28) após ser encontrado em um terreno baldio, no bairro Los Angeles, em Campo Grande. A criança vestia fralda, casaco e touca e apresentava lesões que sugerem tortura. A mãe foi localizada, levada à delegacia e liberada após prestar depoimento.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso ocorreu por volta de 1h na Rua Rene Tahan. Um motorista de ônibus transportava trabalhadores da região quando ouviu choros e gritos vindos de um terreno baldio escuro e cercado por matagal. Um passageiro também ouviu os gritos e, ao desembarcarem para averiguar, os dois encontraram o bebê descalço no meio do mato.
Após buscarem por responsáveis na vizinhança e não encontrarem ninguém, a dupla recolheu o menino e acionou a Polícia Militar. Diante da urgência e do frio, eles decidiram levar a criança diretamente até a sede da PM nas Moreninhas. Em seguida, o menino foi levado para a UPA da região.
No local, a médica plantonista constatou assaduras pelo corpo da vítima e lesões nos punhos que indicam que o bebê pode ter ficado amarrado. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o atendimento e assumiu a proteção provisória do menor, que permaneceu internado sob observação médica.
Enquanto o boletim de ocorrência inicial era registrado na Depac Cepol, a central da polícia recebeu uma ligação de uma mulher informando o desaparecimento de um filho com as mesmas características. Uma equipe da PM deslocou-se até a residência na mesma rua onde o bebê foi achado e identificou a solicitante.
Aos policiais, a mulher afirmou que o filho havia sumido após ela deixá-lo sozinho em casa para ir até uma conveniência comprar cigarros. Após a confirmação de que se tratava da mesma criança, os policiais conduziram a mulher no banco de trás da viatura até a delegacia.
O caso foi registrado como abandono de incapaz, qualificado por ter ocorrido em lugar ermo, e maus-tratos qualificados. A mãe foi formalmente incluída como suspeita, prestou depoimento e foi liberada para responder em liberdade. O caso continua sendo investigado.
