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Brazil Judge Cites Emotional Bond in Custody of Abused Autistic Girl

Brazil Judge Cites Emotional Bond in Custody of Abused Autistic Girl

O juiz paraguaio Edison Escobar afirmou nesta quarta-feira (22) que uma avaliação psicológica indicou vínculo afetivo entre a menina brasileira de 6 anos, com TEA (Transtorno do Espectro Autista), e o casal de pastores que recebeu a guarda provisória da criança. A menina foi internada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, cidade na fronteira com Ponta Porã, após apresentar hematomas pelo corpo. O padrasto, de 23 anos, está preso preventivamente e responde por violência familiar e maus-tratos.

Em entrevista à imprensa do Paraguai, o magistrado informou que proibiu a mãe de se aproximar da residência onde a filha está acolhida e autorizou visitas do pai durante o processo. Segundo Escobar, a decisão atendeu a um pedido da Defensoria Pública e teve como foco a proteção da menina. “A medida foi adotada após avaliação psicológica e a pedido da Defensoria Pública, levando em consideração o vínculo afetivo que a criança mantém com o casal”, disse o juiz, em tradução livre.

O juiz também determinou a realização de exame toxicológico no pai, após a mãe afirmar, durante a audiência, que ele seria usuário de drogas. Escobar solicitou informações ao Consulado do Brasil sobre a vida da menina em Ponta Porã, incluindo dados sobre a escola e o atendimento médico que recebia. A mãe está proibida de se aproximar da casa onde a filha permanece com os guardiões provisórios. O pai poderá visitar a criança enquanto o processo segue em análise.

A promotora Mirtha Martínez confirmou que vai denunciar a mãe por suspeita de violação do dever de cuidado. A investigação reúne laudos médicos, avaliação psicológica, depoimentos e imagens de câmeras de segurança. A promotoria também apura uma denúncia anterior relacionada ao desaparecimento da menina.

A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul) divulgou nota de repúdio. A Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Autismo afirmou que a violência contra uma criança com deficiência exige resposta firme das instituições e cobrou a apuração rigorosa dos fatos, além da proteção da integridade física, emocional e psicológica da menina. O deputado federal Geraldo Resende (União Brasil) questionou a decisão e defendeu a concessão da guarda à avó paterna, moradora de Ponta Porã. Em resposta, veículos de imprensa paraguaios divulgaram manifestações de juristas que classificaram as críticas como “indevidas” e sustentaram que o caso deve ser conduzido conforme a legislação do Paraguai.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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