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Diojns Freitas Guimarães
Colunista

Justiça
Postado em: 09/02/2018 às 07h44
TAMANHO DA FONTE  A- A+
Acusado de matar pais, advogado foi absolvido e atua na Lava Jato
O rapaz, então com 18 anos, foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de ser o autor dos disparos

Há cerca de quatro anos, o advogado Jorge Delmanto Bouchabki chegou para uma audiência e viu que na lista que o funcionário do tribunal trazia na mão, seu nome vinha acompanhado de uma anotação: rua Cuba.

O endereço era referência a um dos mais famosos crimes da década de 1980.

Na véspera do Natal de 1988, o advogado Jorge e sua mulher, Maria Cecília, pais de Bouchabki, foram mortos em sua casa localizada no Jardim América, bairro nobre da capital paulista.

O rapaz, então com 18 anos, foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de ser o autor dos disparos.

Absolvido pela Justiça por falta de provas em duas instâncias -a última, em 1999- Bouchabki não conseguiu apagar por completo o estigma da acusação.

"Eu nunca fui tratado como suspeito. Ser tratado como suspeito eu até entenderia. Mas me trataram sempre como culpado. Eu fui condenado pela imprensa", diz o hoje advogado em entrevista à Folha de S.Paulo -a primeira vez que fala à imprensa, segundo ele, em 27 anos.

"Mas a vida é redonda", arremata, para dizer que deu a volta por cima. Aos 47 anos, ele segue frequentando tribunais, mas para defender seus clientes -entre eles, réus em cinco processos ligados à Operação Lava Jato.

Bouchabki é advogado de João Muniz Leite na ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de ser o verdadeiro dono de um apartamento vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo.

O imóvel está no nome do empresário Glaucos da Costamarques e foi comprado com dinheiro da Odebrecht.

A defesa de Lula diz que o ex-presidente alugava o apartamento para acomodar seus seguranças.Leite trabalhou como contador para o petista e foi quem levou os recibos do aluguel do imóvel para Costamarques assinar.

Os comprovantes foram apontados como verdadeiros por uma perícia contratada pela defesa de Lula, mas os procuradores insistem que são falsos e que o apartamento é, na verdade, propina paga pela empreiteira.

Outro réu defendido por ele é Alexandre Margotto, ex-sócio do operador Lúcio Funaro, acusado nas operações Cui Bono? e Sepsis de participar de um esquema que extorquia empresários com interesse em financiamentos na Caixa. Bouchabki atua ainda em processos da operação Greenfield, que investiga desvios em fundos de pensão, e da Porto Victória, que apura uma quadrilha especializada em evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Na última sexta-feira (2), o advogado recebeu a reportagem em seu amplo escritório no Jardim Guedala, um bairro residencial arborizado, na zona sul paulistana.

Ele diz que, apesar de ter passado tanto tempo sem falar com a imprensa, nunca teve nada a esconder."Eu não tenho problema em falar sobre o assunto. Eu não matei meus pais. Estou tranquilo", diz.

Nas duas salas ao lado trabalham seus dois irmãos, Marcelo e Graziela, também advogados. Na época do crime, eles tinham respectivamente 14 e 10 anos. "Eles estariam aqui comigo se eu tivesse matado os pais deles?", pergunta.

Após o crime, ele, Marcelo e Graziela foram morar com a avó materna, Cecília. Ela foi uma das suas testemunhas no processo do assassinato dos pais. "Minha avó nunca desconfiou de mim. Ela disse para o juiz: 'quero que vocês saibam que estou defendendo meu neto, mas se lembrem que a pessoa que foi assassinada foi a minha filha. Eu nunca defenderia o assassino da minha filha'", relembra Bouchabki.

Ao acusá-lo do assassinato, polícia e Ministério Público apontaram como motivo um desentendimento com os pais, que não aprovavam seu namoro. "Minha mãe não gostava do namoro, mas isso não era nada demais. Chegaram a dizer que minha mãe teria me batido com um taco de sinuca nas costas durante uma discussão. Isso é um absurdo. Eu nunca briguei com a minha mãe", diz Bouchabki, hoje casado e sem filhos.

Ele e os irmãos têm três suspeitas sobre a autoria do crime da rua Cuba. Duas são de casos concretos em que o pai contrariou interesses de outras pessoas e a terceira suspeita é de um assalto comum. Ele, porém, não quer apontar para ninguém.

"Eu já fui vítima de uma acusação sem provas e não quero cometer o mesmo erro que cometeram comigo", diz.



 
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